

Já alguma vez ouviste falar em “burnout”?
Já alguma vez te sentiste cansada(o), exausta(o) na tua rotina após várias horas de trabalho, mas tens receio de ser julgada(o) se expressares esse cansaço?
Se sim, não estás sozinha(o), é comum sentirmo-nos exaustos, cansados e a necessitar de reduzir a carga horária e/ou fazer uma pausa.
O nosso mundo vive, de certa forma, de e para a produtividade, numa ideia implícita de que, quanto mais trabalhares melhor desempenhas o teu papel quer na sociedade quer no mundo. Dentro desta lógica, podes sentir medo de ser julgada(o) se expressares cansaço ou exaustão devido ao trabalho.
É importante, deste modo, refletirmos um pouco sobre este tema, e aprendermos a escutar o nosso corpo caso este esteja a pedir ajuda.
Mas afinal o que é o “burnout”?
O “burnout “é um estado de esgotamento físico, emocional e mental, causado por stress crónico no trabalho. Ou seja, não é só “cansaço”, é o nosso corpo e mente a dizerem “basta”, e a pedirem ajuda.
Mas como podemos escutar este pedido de ajuda?

Uma boa maneira de escutarmos este pedido é compreendendo o ciclo que acontece no Burnout, que se desenrola em 7 etapas distintas:
- A primeira etapa ocorre com o entusiasmo excessivo; quando dás tudo de ti e queres mostrar serviço e motivação. Nesta fase sentes-te cheia de energia e é normal idealizarmos muito o nosso trabalho. O excesso de dedicação pode ser um sinal de alerta.
- Na segunda etapa começamos a negligenciar as próprias necessidades; Necessidades como o descanso, momentos de lazer e de autocuidado começam a ficar em segundo plano e/ou a desaparecer.
- Já na terceira etapa começa a ocorrer o cansaço físico e emocional, no entanto, manténs os níveis de exigência.
- Na quarta etapa ocorre a estagnação; começas a perceber que mesmo com tanto esforço, os resultados não aparecem como esperavas. Sentes-te frustrada e desanimada.
- Na quinta etapa começas a sentir apatia e afastamento emocional; “Desligas-te” emocionalmente e fazes tudo em “piloto automático”. Já não pareces ser tu a 100 por cento.
- Na sexta etapa experiencias uma sensação de ineficácia; sentes um vazio, custa-te a executar as tarefas e nada parece ser suficiente.
- Por fim, na sétima etapa, o colapso; O corpo e a mente dizem “basta”! Sintomas como ansiedade, insónias ou depressão tornam-se comuns. É aqui que o “burnout” se instala de vez.
Para escutar o nosso corpo, podemos tentar compreender se estamos em alguma destas etapas de forma a tentar reconhecer estes sinais mais cedo e assim prevenir uma chegada às etapas mais complicadas.
Lembra-te: O apoio psicológico é uma boa forma de ajudar a prevenir e “vencer” o “burnout”, se sentires que te enquadras em alguma destas etapas não hesites em procurar ajuda profissional.
Por Gonçalo Sardinha – Equipa Silvia Dias
