

O amor raramente desaparece de forma abrupta, ele vai-se tornando silencioso, discreto, quase invisível. Muitas vezes isto acontece, não porque deixou de existir, mas porque deixou de ser cuidado.
O problema surge quando a rotina se torna automática e emocionalmente vazia. Quando as conversas passam a ser apenas sobre a logística da casa ou dos filhos, o toque vai desaparecendo e o afeto vai ficando para segundo plano, para “quando houver tempo”. É neste momento que o casal pode começar a perder conexão e a sentir que é dado como garantido pelo/a parceiro/a.
A rotina não precisa de ser o inimigo do amor, precisamos é de adquirir melhores hábitos emocionais na nossa rotina.
Nos pequenos gestos: na atenção, no interesse genuíno pelo outro, na delicadeza, …, vai-se construindo a base diária que sustenta o amor. Funcionam como pequenas “provas” de presença emocional, que dizem (sem palavras):
- Eu vejo-te!;
- Tu importas!;
- Eu amo-te!
Do ponto de vista psicológico, os pequenos gestos de atenção e cuidado reforçam a segurança emocional entre o casal, promovem uma sensação de pertença e conexão, ajudam a criar memória afetiva positiva e um ambiente emocional seguro.

Gestos como:
- Ouvir sem interromper;
- Lembrar-se de algo importante para o outro;
- Perguntar ‘precisas de alguma coisa?’;
- Validar uma emoção, mesmo que não a compreenda plenamente;
- Estar presente, sem telemóvel;
- Um abraço ou um beijo sem motivo aparente;
- Agradecer por algo, mesmo que pareça óbvio.
O poder destas pequenas ações está na regularidade e na intenção! Ao longo do tempo vão consolidando o vínculo do casal, que se vai sentindo mais visto e mais valorizado pelo/a parceiro/a.
Que gestos sentes de incluir na tua rotina para reforçar a segurança emocional da tua relação?
E que gestos gostarias que o teu parceiro incluísse? Podes partilhar com ele?
Por Francisca Oliveira– Equipa Sílvia Dias
