

Alguma vez pensaste em como, quando nos relacionamos com alguém, passamos a ter três “mundos” para compreender e aceitar?
Se olharmos bem de perto, cada pessoa é um mundo inteiro especial e único, com países e oceanos diferentes, e os seus próprios sóis e luas. Desta forma, ao relacionarmo-nos, também estamos a partilhar este nosso mundo com o outro e por conseguinte a aceitar a entrada de um mundo diferente do nosso.
Estamos a tentar compreender e aceitar estes dois mundos especiais. O nosso que requer um constante olhar ao longo da vida, e o mundo do outro que não conhecemos e procuramos compreender.
Então e onde está este terceiro mundo?
É na relação com o outro, nesta entrega do nosso eu, e aceitação do outro que começamos a construir este terceiro mundo. O mundo especial que nasce desta união do que se constrói a dois.
Para podermos construir este terceiro mundo de forma a ser um lugar acolhedor e seguro, precisamos cuidar dos outros dois, ou seja, precisamos de cuidar do nosso mundo interno e também aprender a aceitar e compreender o mundo do outro, e vice-versa.
Então, a terapia de casal ajuda-nos a compreender estes três mundos?

Sim, na terapia de casal aprendemos a cuidar destes três mundos, pois ao cuidar da relação estamos a cuidar de nós próprios e da forma como vemos e aceitamos o mundo do outro.
Na terapia criamos um espaço seguro onde é possível compreendermos os nossos próprios sentimentos, identificarmos padrões, levando a um maior autoconhecimento e aceitação do nosso mundo.
Neste espaço seguro criamos bases para reforçar a empatia e vínculo, através do entendimento da perspectiva do outro, reforçando a capacidade de se colocar no lugar do parceiro, promovendo um maior entendimento do mundo do outro.
Ao longo do mergulho que realizamos nestes dois mundos, vamos descobrindo o terceiro que vive no coração da relação, no fundo na intercepção dos dois primeiros, um mundo criado por ti e pelo outro na relação.
Estes três mundos são teus, são vossos, então deixo-te a pergunta: Estás pronto para mergulhar e descobrir estes mundos só teus e da pessoa que amas?
Por Gonçalo Sardinha – Equipa Sílvia Dias
